“Re-readaptação”: a volta do ensino superior presencial.

Passados quase três anos do encerramento das atividades presenciais, o contexto é outro. O avanço da vacinação e a adesão social às medidas, como o uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento, foram fatores decisivos para que finalmente fosse contido o avanço exponencial da contaminação pela COVID-19, e para que se chegasse ao momento de retomar o “normal”, que já não será mais o mesmo.

O impacto do distanciamento, no ensino como um todo, foi indeclinável, há muito se discutia o emprego de tecnologias na sala de aula, mas não aparentava ser um fenômeno próximo, contudo, a pandemia forçou tal movimento e, com isso, novas experiências surgiram.

Aprendeu-se que é possível a educação por meio de plataformas eletrônicas, viabilizando a diversidade de alunos e de professores de todo o país, inclusive do exterior, participando de aulas rotineiras, além da comodidade de se estar em casa. Uma revolução de método educacional que permitiu uma aproximação mediada pela tecnologia.

Entretanto, não se pode deixar de reconhecer a importância da presencialidade. Há cursos que necessitam da relação pessoal, como o Direito, por exemplo. O contato, a interpretação de gestos, a empatia, a contextualização fática, tudo isso exige, do estudante de Direito (futuros advogados, juízes, juristas em geral), uma relação para além da tela, pois advém de experiências sentidas, não apenas de protocolos distanciais.

Por isso, a “re-readaptação” é imperativa, o ensino não será mais o mesmo, mas também não deverá permanecer estritamente online. A comodidade de estar em casa é indiscutível, mas estar em sala de aula, debatendo com colegas, trocando experiências efetivas, faz parte da formação para além da técnica. Que, em 2022, possa-se retornar à presencialidade, sem abandonar o aprendizado com o ensino online síncrono.

Dr. Augusto Vilela
Consultor de Inteligência Fiscal da Infisc
Mestre em Direito Público

Artigo publicado em: Jornal NH, em 11/04/2021

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